sábado, 14 de abril de 2012

- 16 e 17 de abril de 2012, Audiências Públicas no Senado e na Câmara sobre julgamento da ADI Quilombola! - JUSTIÇA SOCIAL E JUSTIÇA HISTÓRICA!


Audiências Públicas no Senado e na Câmara sobre julgamento da ADI Quilombola! - JUSTIÇA SOCIAL E JUSTIÇA HISTÓRICA!

16/04/2012 e 17/04/2012!


Será na quarta-feira dia 18 de abril de 2012, no Supremo Tribunal Federal – STF, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade ADI 3239/2004 contra o reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras quilombolas. Porém, as mobilizações se iniciarão já no começo da semana. 

=> Na segunda-feira dia 16 de abril de 2012, às 9h no Plenário 2 do Senado Federal, acontecerá Audiência Pública para debater o julgamento. 
Participantes:

  • Ivo Fonseca pela Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas - CONAQ

  • Frei David pela Educafro

  • O antropólogo Alfredo Wagner de Almeida da Nova Cartografia Social

  • Fernando Prioste pelo Terra de Direitos

  • Carlos Moura pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB

  • Silvany Euclênio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR

  • Richard Tomasiano pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA

  • Alexandro Reis e Ludmila Farias pela Fundação Cultural Palmares

=> No dia 17 de abril a audiência será na Câmara Federal. 


E no dia 18 de abril de 2012 cerca de 800 quilombolas vindos de vários Estados estarão mobilizados em um grande ato em frente ao Supremo Tribunal Federal. 

Todos na luta em defesa dos direitos quilombolas conquistados por meio do Decreto 4.887/2003 e da Constituição Federal de 1988!!!

**Abaixo-assinado contra a aprovação da ADI 3239 no Supremo Tribunal Federal**: 

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N23370






    CONTRA SÉCULOS DE NEGAÇÃO, 
UM PRESENTE VÍVIDO DE AFIRMAÇÃO!

quarta-feira, 21 de março de 2012

- 21 de março, Dia Internacional de Luta Contra o Racismo!



21-de-marçoO atual desenvolvimento econômico do Brasil, país de maior população negra fora do continente africano, aponta para uma reflexão de como o pais vem se desenvolvendo socialmente. Indicadores socioeconômicos de toda ordem indicam que houve melhoria nas condições de vida da população negra. Mas ainda há déficit quando comparado à população branca. 

A iniqüidade em todos os aspectos (trabalho, renda, saúde, educação) ainda persiste como manifestação do racismo que permeia as estruturas da nossa sociedade. E que precisa ser combatido no incansável exercício de luta pelos direitos e por políticas que promovam a igualdade de oportunidades.

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, em memória do Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos. O dia 21 de março marca ainda outras conquistas da população negra no mundo: a independência da Etiópia, em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos.

A legislação brasileira instituiu os primeiros conceitos de racismo em 1951 com a Lei Afonso Arinos (1.390/51), que classificava a prática como contravenção penal, porém somente a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, XLII, é que classificou a prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível, sujeitando o delinquente à pena de reclusão.
***
É aterrador e clama a muito trabalho, perceber que o racismo está presente em TUDO que vivencia uma pessoa negra nesse mundo, o que é sinônimo de intangíveis danos e desfigurações... estrutura TUDO nesse mundo sendo o cerno do extremo privilégio de alguns, certamente não de negras/os... Compreender  as infinitas formas de ele se apresentar , entender de fato o máximo possível todas as facetas desse fenômeno é fundamental para combatê-lo de fato e com eficácia, pena que esse esforço é absolutamente minoritário na sociedade brasileira e, pq não dizer, sociedade mundial, infelizmentíssimo e letal...


"há várias formas de o racismo se manifestar, ou seja, pode ser uma ação direta ou indireta: pode ser uma agressão física, verbal, um olhar ferino, uma emanação prejudicial... negação de direitos e garantias, falta de atenção e representação coletiva ou até mesmo o múltiplo silenciamento das vidas discriminadas. Essa classificação vexatória e implacável, foi atitude elementarmente constituinte da escravização negra, pois, nessa prática, as pessoas escravizadas eram vistas como coisas, propriedades passíveis de marcações e condutas violentadoras. No racismo olhamos um ser e, a partir de uma ou várias de suas características julgadas como indesejáveis, o classificamos e fixamos de forma negativa, rejeitandoe agredindo suas práticas e sua existência singular."
 "O racismo só se manifesta diretamente? Não e não! Agressões físicas e verbais diretas manifestam racismo sim, mas não só elas. Falta de representação é racismo violento! Desamor e desafeto também! Negação da história de um povo também é! Olhares, emanações, expressões, diversas formas de tratamento podem ser racismo que, se somado ao longo da vida, mata trajetórias e gera incríveis feridas em toda uma população, tolhe seu caminho. Todo um leque de ação no mundo vê e trata @ sujeit@ negr@ como alvo de violações, ainda que de de forma supostamente velada e inconsciente..."
Mais informações em o "Nosso Jornal", todas as edições e todos os textos: http://www.nossocoletivonegro.blogspot.com.br/p/nosso-jornal.html
Também, referências em NOSSA biblioteca: http://www.nossocoletivonegro.blogspot.com.br/p/contato.html

Campanha "Onde você guarda o seu racismo?": 

http://www.nossocoletivonegro.blogspot.com.br/p/campanha-onde-voce-guarda-o-seu-racismo.html




"cambiar la historia es cuestión de voluntades colectivas vivas y no vidas pasivas en pleno romance

con nuestras penas, rompamos las cadenas, bajemos los escudos..."
                                                                                                                                                      (Actud Maria Marta - rap"Hijo Mio") 


CONTRA SÉCULOS DE NEGAÇÃO, UM PRESENTE VÍVIDO DE AFIRMAÇÃO! 

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quarta-feira, 14 de março de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

"Eles escandalizaram o templo do racismo em São Paulo"

Manifestação contra o Racismo é feita no Shopping Higienópolis, considerado o templo do racismo em S.Paulo.


Walber: Este ato relevante  não foi noticiado pela Mídia. A alta sociedade paulista que frequenta o Shopping Higienópolis teve que ouvir este protesto contra o racismo e o higienismo racial e social praticado pelo Governo do Estado de São Paulo.

Eles escandalizaram o templo do racismo em São Paulo


Afrontar a elite branca e racista de São Paulo foi a estratégia de centenas de manifestantes – em maioria, negros – que, no sábado (11), saíram com bandeiras e faixas do largo Santa Cecília, subiram a avenida Higienópolis e ousaram entrar naquele que é o mais genuíno templo do racismo na cidade.
O Shopping Pátio Higienópolis foi inaugurado no dia 18 de outubro de 1999. Instalado no coração do bairro de Higienópolis, região de alto poder aquisitivo em que vive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é composto por mais de 245 lojas distribuídas em seis pisos.
Ano passado, o shopping foi alvo de outro ato público, o Churrascão da Gente Diferenciada, levado a cabo em protesto contra abaixo-assinado de 3 mil moradores “higienopolitanos”  que pedia ao governo do Estado que não construísse ali uma estação de metrô para não atrair gente pobre – ou, como preferiram chamar, “diferenciada”.
A escolha desse shopping para um ato público dessa natureza fez todo sentido porque não há outra parte da cidade em que o racismo hipócrita e visceral que encerra seja tão evidente. Só quem conhece o local é capaz de entender. A mera visita a ele desmonta a teoria de que não existe racismo no Brasil.
No Pátio Higienópolis, a sensação que se tem é a de estar em algum país nórdico. Só o que lembra que se está no Brasil são os empregados negros ou mestiços, tais como faxineiros, seguranças e alguns poucos funcionários das lojas. A clientela do shopping é quase que exclusivamente branca.
A manifestação foi convocada pelo “Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra” e protestou contra a reintegração de posse do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, contra a ação truculenta da PM na Cracolândia e contra o caso de uma funcionária negra da escola Anhembi Morumbi que alega que a direção a pressionou a alisar os cabelos.
Em um momento solene e apoteótico da manifestação dentro do shopping um refrão cheio de simbolismo, extraído do poema “Negro Homem, negra poesia”, de José Carlos Limeira, 56, um dos autores baianos de maior destaque na comunidade negra, foi entoado por centenas de vozes, para horror daquela elite perplexa.
Por menos que conte a história
Não te esqueço meu povo
Se Palmares não existe mais
Faremos Palmares de novo

Ver um pequeno exército de negros altivos entoando palavras de ordem enquanto enveredavam por um local em que são raros de se ver e, quando aparecem, estão sempre cabisbaixos e servis, escandalizou e intimidou a clientela habitual. Lojas fechavam as portas e madames debandavam, esbaforidas, rumo ao estacionamento.
A Folha de São Paulo colheu depoimentos das indignadas madames habitués do shopping sobre a “invasão” de sua praia. Suas declarações revelam toda a burrice do racismo.
“Fiquei com medo que saqueassem a loja, podia ter tiros, morte. São uns vândalos, vagabundos”
“Achei ridículo esse negócio de racismo. Onde é que está? Veja a quantidade de seguranças e empregados negros”
Dois depoimentos, duas provas incontestáveis de racismo e burrice. Será que se fosse uma manifestação de estudantes branquinhos da USP haveria medo de saques, tiros e mortes? Será que o fato de só haver funcionários negros, mas não consumidores, não prova o racismo e a desigualdade racial que infecta a sociedade?
Esse é só mais um dos capítulos da guerra contra o racismo e o higienismo racial e social do governo e de parte da sociedade de São Paulo. Foi travada onde deveria, em Higienópolis (bairro cujo nome não poderia ser mais apropriado). E, desta vez, as forças da igualdade racial e social venceram.

Veja, abaixo, vídeos da manifestação.


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Do site do PSTU (via Viomundo)

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Do leitor Chico Mendes, que participou da manifestação:

“02 de maio de 1967 e 11 de fevereiro de 2012. O que há em comum entre estas duas datas?
Naquele primeiro momento, vivia-se, nos Estados Unidos da América, um turbilhão de embates sobre a condição de negros e negras: um grupo de 29 panteras negras, militantes e guerreiros em prol de um tratamento igualitário, promovem uma entrada triunfal e convicta no Capitólio.
O congresso americano tomou um susto quando aquele grupo, aquela pequena onda negra adentrou a “Casa do Povo”. Estavam de armas em punho, pois, até ali, as leis permitiam que qualquer norte-americano portasse armas de fogo. Não era crime algum.
Um tabu e medo que perseguem a sociedade burguesa desde sempre, qual seja, armas na mão do povo, do eleitor. Entraram e fizeram seu discurso antirracista perante deputados brancos e assustados.
Pois bem: 45 anos depois, outra onda, de tamanho dez vezes maior mas com a mesma demanda, adentra, de forma surpreendente, símbolo da sociedade burguesa atual: um Shopping Center.
As armas que portavam não eram de fogo, eram armas verbais. Estavam armados, orgulhosamente, com a cor negra.
Militantes do movimento negro em São Paulo pegaram de surpresa a segurança do Shopping Higienópolis.  Era por volta de quatro da tarde quando uns 300 militantes adentraram rapidamente e provocaram um frenesi nas faces brancas e rosadas da elite privilegiada deste país.
Ultrapassadas as três portas principais, objetivava-se, agora, chegar ao ponto central da casa que é a antítese da “Casa do Povo”. Os seguranças tentaram impedir, havendo um início de tumulto, logo superado pela onda negra que fazia pressão para que não se parasse nos corredores.
Tomamos o ponto central com nossas bandeiras, com nossas palavras, com nossa cor preta. A disposição arquitetônica deste centro mercantilista é perfeita para este tipo de ato, pois dos vários andares poder-se-ia avistar o nosso grito de protesto.
As forças de segurança do Estado racista brasileiro estavam em nosso encalço, mas fizeram as intervenções de rotina. Os militantes do movimento negro se revezavam ao microfone para dar o recado nunca antes ouvido pela elite branca que gastava ali o dinheiro advindo do suor do povo negro deste país.
Os olhares de perplexidade foram a tônica. Incredulidade da burguesia por termos chegado até onde chegamos. Ouvir verdades nunca foi o forte dessa gente. Enfatizo o fato de que o alvo poderia ter sido qualquer outro Shopping, mas era preciso algo a simbolizar nossa história de exclusão.
Esse templo do consumo carrega em seu nome a característica eugênica de nossa elite branca pensante de fins do século XIX e início do século XX. Nossas palavras fizeram eco. Nossa intenção jamais foi reclamar participação e existência naquele ambiente de luxo. Nossa intenção era denunciar, olho no olho, quem vive à custa do suor do povo negro.
Encerramos a manifestação e nossa alma foi duplamente lavada pela chuva que caía sem cessar. Vivemos um grande momento de Panteras Negras com aquela entrada. O Povo negro deste país existe e vai exigir sua participação em suas riquezas, doa a quem doer.”

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

- ONU lança guia para denúncias de discriminação étnico-racial

fevereiro de 2012 · Comunicados

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Guia de orientação das Nações Unidas no Brasil para denúncias de discriminação étnico-racia
A Organização das Nações Unidas no Brasil lançou no final de 2011 um guia para auxiliar a denúncia de discriminação étnico-racial. O documento apresenta o conjunto de instrumentos nacionais e internacionais que garantem a igualdade étnico-racial, bem como informações sobre o marco legal brasileiro e internacional, além de endereços dos órgãos de atendimento à população nos estados e capitais.
O “Guia de Orientação das Nações Unidas no Brasil para Denúncias de Discriminação Étnico-racial” responde a uma série de demandas da sociedade civil identificadas durante a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR), realizada em 2009.
Para ler o Guia na íntegra clique aqui

7ª Edição do Nosso Jornal

Em 2002, quando cantavam as estrofes do samba “Moleque Atrevido” de Jorge Aragão a capela no anfiteatro 09 para uma plateia de estudantes ne...