"O Racismo é um Camaleão Poliglota" é lançado, nacionalmente, em Brasília.


por Arísia Barros
O Racismo é um Camaleão Poliglota-Crônicas de Palmares/Alagoas é nosso segundo livro e tem o ousado papel de revelar, como raios-X, a intimidade da sutileza do racismo com o nosso dia-a-dia, em situações cotidianas.
As crônicas do livro "O Racismo é um Camaleão Poliglota" faz parte da Coleção Faces do Brasil, da Editora Ética 'foi' lançada nacionalmente, em Brasília, dia 15 de dezembro, no mesmo dia 'que marcou' a inauguração, na Fundação Cultural Palmares, da Biblioteca Oliveira Silveira, gaucho, professor, poeta e militante do Movimento Negro,  idealizador do Dia da Consciência Negra e o Arquivo da Fundação em sua nova sede, em Brasília.
Ambientadas, em sua maioria na terra de Zumbi, a República dos Palmares, em Alagoas, as crônicas se propõem a ir além do sentimentalismo lacrimejante, buscam inquietar o conservadorismo hierárquico da hegemonia androcêntrica do território de Cabral.
O racismo brasileiro tem um núcleo invariável: a opressão humana.
A apresentação do livro está  acargo da militante do movimento negro unificado e mestra em Educação pela Universidade Federal do Maranhão, Ilma de Fátima de Jesus que afirma:”Quando li os textos da professora, publicitária e escritora Arísia Barros pensei: o que ela escreve precisa ser publicado! São tantas verdades, tantas histórias reais do cotidiano da população negra e do nosso povo, que precisam ser compartilhadas.
A leitura das histórias promove um confronto do leitor consigo mesmo e com a memória da escravatura brasileira que nos deixou como legado o racismo visceral e latente.. São histórias que levadas para a sala de aula instigam para a reinterpretação da Lei nº 10.639/03”
Sobre a Coleção Faces do Brasil
A Coleção Faces do Brasil – História e Cultura é composta por 37 obras redigidas por professores, pesquisadores e escritores negros e indígenas de 14 estados brasileiros. Organizada pela professora Jacy Proença, ativista histórica do movimento negro brasileiro, a coleção é destinada a alunos do ensino fundamental e médio.
Sobre a Biblioteca Oliveira da Silveira
Com um acervo de aproximadamente 17 mil itens entre livros, folhetos, periódicos, imagens e CD-ROMs, a biblioteca abrirá suas portas para o público fazer pesquisas e consultar materiais diversos. Especializada em cultura afro-brasileira, o local reúne fotos, pinturas, cartazes e materiais museológicos, como arte quilombola, palharia, cerâmica e telas, que guardam parte da memória negra. Há ainda uma sala de vídeo com espaço para 16 pessoas e terminais para acesso à internet.

"Somos segregadas/os coletivamente, o que pode ser mais lógico do que reagirmos em grupo?"

E quanto à acusação de que negras/os estão ficando racistas?

Essa queixa é um dos passatempos favoritos de liberais frustrado/as que sentem que estão perdendo terreno na sua atuação como guias. Esses autonomeados guias dos interesses de negras/os se vangloriam dos anos de experiência na luta pela defesa dos "direitos negras/os". Eles vêm fazendo coisas para negras/os, em favor de negras/os e por causa de negras/os, mas quando estas/es anunciam que chegou a hora de fazerem as coisas por si mesmas/os, todos/as os/as liberais gritam como se fosse o fim do mundo! Ei, vocês não podem fazer isso! Você está sendo racista. Está caindo na armadilha deles. Aparentemente está tudo bem com liberais, desde que continuemos na armadilha deles/as.

As pessoas bem informadas definem o racismo como a discriminação praticada por um grupo contra outro, com o objetivo de dominar ou manter a dominação. Em outraspalavras, não se pode ser racista a menos que se tenha o poder de dominar. Negras/os estão apenas reagindo a uma situação na qual verificam que são objetos do racismo de brancos/as. Estamos nessa situação por causa de nossa pele.

Somos segregadas/os coletivamente - o que pode ser mais lógico do que reagirmos em grupo?

Quando trabalhadores/as se reúnem sob os auspícios de um sindicato para lutar por melhores condições de vida, ninguém no mundo ocidental se surpreende. É o que todo mundo faz. Ninguém os/as acusa de terem tendências separatistas. Professores/as travam suas próprias lutas, lixeiros/as fazem o mesmo, e ninguém age como guia de outra/o. Mas, de algummodo, quando negras/os querem agir por si, o sistema liberal parece encontrar nisso uma anomalia. Na verdade, é uma contra-anomalia. A anomalia se encontra antes, quando os/as liberais são presunçosos/as o suficiente para achar que cabe a eles/as lutar pelas/os negras/os.



Este texto de escuríssima capacidade foi escrito pelo líder negro sul-africano Steve Biko. [BIKO, Bantu Steve. (Frank Talk). “Alma Negra em Pele Branca?”, In.: Eu escrevo o que eu quero (I write what I like), 1970.]

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Em ato público junto com a EDUCAFRO no aniversário do STF. Distribuindo balões "Denúncia do Racismo à Brasileira" na Rodô do Plano Piloto. Em reunião na reitoria UnB.

Na sala do EnegreSer na UnB.

Nós em atividade de formação em Escola Pública do DF.

- Recepcionando os calouros no vestibular pós-ADPF. tsc .

Todo mundo becad@!!!! Protocolando a ação de Amicus Curiae no Supremo Tribunal Federal.

Maio de 2010 - Distribuindo a 3ª edição do NOSSO JORNAL na rodoviária do Plano Piloto.

Encontro norte-nordeste da Rede Mocambos em Itacaré - BA; em 11/2010.

Sessão Solene na Câmara dos Deputados

Sessão Solene na Câmara dos Deputados
NOSSO COLETIVO NEGRO em sessão solene para comemorar a premiação nacional do documentário produzido pela Tv Câmara,"Raça Humana", no qual fomos colaboradoras/es participantes. Na Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados - Congresso Nacional/Brasil. Dezembro de 2010.

- Seminário do INESC em abril de 2011.

No Afro Latinidades (Festival da Mulher Afro Latino-Americana e Caribenha), novembro de 2011.

Em atividade de comemoração do Mês da Consciência Negra, novembro de 2011, no CEF 427 - Samambaia Norte/ DF.